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Consulta da Criança

Consulta do Adolescente

Consulta do Adulto

 Laura Sanches - Apresentação

Licenciei-me em Psicologia Clínica e do Aconselhamento em 2002. Com vontade de saber mais sobre alguns temas que nunca chegaram a ser abordados na licenciatura fui fazer um mestrado em Consciousness and Transpersonal Psychology, na universidade John Moores, que terminei em 2004. Em simultâneo fiz também um curso de especialização em counselling, porque sentia necessidade de ter ter algumas ferramentas mais práticas para começar a fazer psicologia clínica e, quando voltei para Portugal aprofundei mais um pouco estas ferramentas com duas pós-graduações que frequentei.
Comecei a minha vida profissional a dar aulas de yoga em 2001, enquanto ainda fazia o estágio de psicologia e continuei durante alguns anos a fazer as duas coisas em simultâneo e, ao mesmo tempo, fui criando também cursos e retiros em que podia juntar o que aprendo com a Psicologia e o seu lado científico com a prática do yoga e toda a tranquilidade e bem-estar que esta pode trazer.


Quando descobri o mindfulness percebi que tinha encontrado a junção ideal entre a psicologia e tudo aquilo que vivenciava no yoga e percebi também que esta era uma ferramenta que poderia ser muito útil no meu trabalho clínico, por isso dediquei-me a praticar, estudar e compreender melhor esta prática. Daqui saiu o meu primeiro livro: Mindfulness Yoga (o primeiro livro a ser editado em Portugês sobre este tema, em 2014) e alguns artigos publicados em revistas e no blog: psiyogablogspot.com.
Como senti que era realmente a prática de mindfulness que me preenchia, acabei por deixar de lado as aulas de yoga e passei a dedicar-me mais a esta nos cursos, workshops e também no meu trabalho clínico.


Desde que fui mãe pela primeira vez, em 2011, que percebi que os temas ligados à parentalidade e ao desenvolvimento infantil também eram algo que me preenchia e motivava bastante por isso passei a dedicar-me mais a estas questões e assim surgiu mais um blog: parentalidadecomapego.blogspot.com e mais um livro, que juntava os conhecimentos que já tinha de mindfulness com o que entretanto aprofundei sobre a parentalidade: Mindfulness para Pais.


No meu trabalho de psicologia clínica uma das minhas grandes referências e a base para a forma como encaro a psicoterapia é o modelo da Terapia Centrada no Cliente, de Carl Rogers que me lembra de como é essencial confiar na pessoa que está à minha frente e de como são importantes as atitudes de aceitação incondicional, de empatia e de congruência na minha relação com as pessoas que procuram ajuda. Com Rogers aprendi também a importância fundamental de estar verdadeiramente presente e sem julgamentos, na relação terapêutica; uma atitude que é também parte integrante do mindfulness e que este me ajuda a tornar mais fácil e natural.
A terapia de aceitação e compromisso, um modelo mais recente da psicoterapia, tem sido também uma influência grande no meu trabalho quer na clínica quer nos cursos ou workshops que dou, uma vez que ajuda muito a integrar aquilo que se aprende com a prática de mindfulness num contexto mais psicológico e possível de ser usado de uma forma terapêutica.
Estão também presentes no meu trabalho algumas noções relacionadas com as neurociências que nos ajudam a compreender melhor o funcionamento do ser humano, por exemplo, na sua relação com o stress e ansiedade e a importância de práticas como o mindfulness para lidar com estes casos.


No campo da parentalidade e do desenvolvimento infantil a grande referência para o meu trabalho e a base da minha abordagem é o modelo centrado no apego, desenvolvido por Gordon Neufeld, que considero essencial para que possamos compreender toda a forma como a criança vê o mundo e se desenvolve nele.
Graças a esta consciência e ao estudo da forma como as nossas primeiras relações moldam a nossa maneira de estar no mundo e de nos relacionarmos com ele e com as pessoas à volta, este tornou-se também um alicerce importante no meu trabalho clínico com os adultos.


Posso ainda citar outros autores que influenciaram e influenciam bastante o meu pensamento ajudando a estruturar toda a minha abordagem como Jon Kabat-Zinn, Daniel Siegel, Stephen Porges, e Bruce Perry, apenas para citar aqueles que foram mais marcantes.

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Sessões de Aconselhamento Parental

Para que servem?

Acredito que cada pai ou mãe é o maior especialista nos seus filhos. Mas, acontece que, por vezes, não conseguimos escutar a nossa sabedoria instintiva e podemos ficar confusos sobre a melhor forma de lidar com todos os desafios que a parentalidade pode trazer.
Estas sessões são um espaço onde podemos aprender a voltar a escutar a nossa voz interior e a recuperar a confiança no nosso papel de pai ou mãe. São sessões onde podemos explorar formas de lidar com os nossos filhos de maneira a tornar a nossa relação com eles uma fonte de segurança e alegria que lhes permita crescer saudáveis, seguros e felizes.
São também sessões onde podemos aproveitar para expor dúvidas, inseguranças, medos ou ansiedades livres dos julgamentos a que muitas vezes estamos sujeitos no dia-a-dia.

A quem se destinam?

A todos os pais que querem fazer da relação com os seus filhos uma fonte de satisfação, de prazer e de crescimento para ambas as partes.

Como funcionam?

Geralmente, estas sessões decorrem em encontros semanais onde podem estar presentes os dois pais ou apenas um com uma psicóloga durante cerca de 50 minutos.  Dependendo de cada caso e do trabalho que se pretende fazer, as crianças poderão estar ou não presentes nestas sessões.

Em que casos podemos procurar este tipo de aconselhamento?       

Em qualquer caso onde nos sentimos inseguros na nossa relação com os filhos ou na forma de lidar com eles.

           

Em que se baseiam estas sessões?

O meu modelo de aconselhamento tem alguma influência dos modelos humanistas que definem a pessoa, ou o cliente, como o centro de tudo e acreditam que esta tem todas as respostas e só precisa de algum apoio para as reconhecer dentro de si.
Tenho também alguma influência da Psicologia Positiva, que nos ajuda a reconhecer a forma de tornar a nossa vida mais feliz e preenchedora e do Mindfulness uma nova forma de estar presente na relação que nos ajuda a perceber que os dois pilares mais importantes no nosso relacionamento com os filhos são a aceitação e a presença.
Do ponto de vista do desenvolvimento, acredito na importância de estabelecermos uma vinculação segura com os nossos filhos e na influência que esta terá em toda a sua vida futura.
Para saber mais sobre a forma como encaro a parentalidade pode ver alguns artigos no meu blog: http://parentalidadecomapego.blogspot.com/
           

Consulta da Criança

Para que servem?  

Para ajudar a criança a lidar melhor com áreas da sua vida que estejam a causar-lhe sofrimento, ansiedade ou dificuldades em saber como agir ou como se comportar. Por vezes não sabemos exactamente qual a melhor forma de ajudar uma criança que sofre e estas consultas podem ser uma boa forma de encontramos algumas estratégias que nos permitam eliminar esse sofrimento.
           

A quem se destinam?

A todas as crianças que estejam manisfestamente em sofrimento: crianças com perturbações do comportamento, com dificuldade em se integrarem, com perturbações de ansiedade ou problemas de comportamento.
Acredito que, para uma criança, a relação com os pais é um pilar fundamental para a sua estabilidade e saúde mental, por isso, neste tipo de consulta os pais também terão que estar presentes e disponíveis para trabalhar algumas áreas da sua relação com os filhos. 
                                       
                       

Como funcionam?                        

                       
Estas consultas geralmente decorrem em sessões semanais sendo que, em algumas sessões os pais também terão de estar presentes. Com crianças pequenas (até aos três anos) os pais terão mesmo de estar presentes durante todo o tempo das sessões. As crianças maiores poderão estar uma parte do tempo sozinhas com a psicóloga estando os pais presentes no tempo restante.

Consulta do Adolescente

Para que servem?

A adolescência é, por norma, um tempo de alguma agitação e descoberta. Mas, quando nos parece que essa agitação começa a passar dos limites ou quando percebemos que começa a causar demasiado sofrimento ou perturbações do comportamento, estas consultas podem ser uma boa forma de ajudar o adolescente a encontrar formas mais saudáveis e adequadas de lidar com os desafios e frustrações típicos desta fase da vida.

A quem se destinam?

A todos os adolescentes que precisem de um espaço de segurança e de tranquilidade que os ajude a lidar da melhor forma com os novos desafios e descobertas desta fase.

Como funcionam?

Estas sessões geralmente decorem em encontros semanais em que os pais podem, por vezes, também estar presentes. Dependendo de cada caso, depois o trabalho poderá ser feito em conjunto com os pais ou apenas com o jovem.

Consulta do Adulto

Para que servem?

Estas consultas podem ser um espaço de auto-descoberta e um espaço para aprender a lidar melhor com os desafios do dia-a-dia.
Podem ser um importante espaço de crescimento e de fortalecimento para nos sentirmos mais capazes de levar um vida feliz, saudável e preenchedora.
Podem servir também para nos ajudar a lidar com alguma situação mais difícil da nossa vida ou para encontrarmos estratégias e ferramentas que nos permitam fazer frente às adversidadades de forma mais saudável e positiva.

A quem se destinam?

A todos os adultos que sintam dificuldades em lidar com alguma área da sua vida, como o trabalho, relacionamentos, etc, ou que precisem de um espaço para se conhecerem e clarificarem algumas áreas do seu funcionamento.

Como funcionam?

Estas consultas, geralmente, decorrem em encontros semanais de cerca de 50 minutos e podem ter uma duração mais prolongada, principalmente nos casos em que a pessoa quer entrar num processo de auto-conhecimento mais aprofundado ou serem um pouco mais curta quando se trata apenas de aprender a lidar com uma problemática específica.

Em que se baseiam?

A minha abordagem tem muita influência dos modelos da Psicologia Humanista com a sua ideia fundamental de que a pessoa tem toda a responsabilidade pelo seu processo terapêutico, pela Psicologia Transpessoal, que nos lembra de algumas dimensões mais profundas que são essenciais para uma vida mais feliz e completa, da Psicologia Positiva que nos ajuda a perceber alguns aspectos fundamentais para uma vida mais preenchedora mas também do Yoga e da Meditação que podem ser excelentes ferramentas para nos ajudarem a crescer e a lidar melhor com os desafios e ansiedades do dia-a-dia.
Encontro também no Mindfulness, ou Atenção Plena e nas terapias de Aceitação ferramentas muito eficazes para lidar com o stress, com a ansiedade, com a depressão e com o sofrimento que faz inevitavelmente parte da vida de todos. Acredito que estas abordagens se podem tornar ferramentas muito enriquecedoras e com um enorme potencial terapêutico que, aliás, tem vindo a ser comprovado por centenas de estudos e investigações que têm vindo a ser feitos nas últimas décadas.
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